O evento será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil

Localizado no SCES Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50 - Asa Sul, Brasília - DF, 70200-002 +55(61) 2196-9000.
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Veja aqui os eventos paralelos que acontecerão durante o evento.


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  • Global status report on road safety 2015
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  • Global Plan for the Decade of Action for Road Safety 2011-2020
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  • “Moscow Declaration” from the First Global Ministerial Conference on Road Safety
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OEA recomenda criação de plano interamericano de segurança no trânsito


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Cooperação internacional é enfatizada como forma de enfrentamento do problema nas Américas

Criar um Plano Interamericano de Segurança Viária foi a recomendação da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante sessão paralela na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, encerrada nesta quinta-feira (19) em Brasília. A secretária de Acesso a Direitos e Equidade da OEA, Ideli Salvatti, pediu o apoio dos demais países da integrantes da  Comissão Econômica para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas (ONU), que organizaram o debate na Conferência.

Participantes citaram a importância da efetividade da cooperação internacional e compromisso real das autoridades, mídia e sociedade civil organizada em pautar a redução de mortes e acidentes de trânsito na agenda política e social dos países da região.

“A segurança no trânsito é uma questão plenamente social, que afeta diretamente os públicos em maior situação de vulnerabilidade, as famílias mais pobres, populações negras e indígenas, mulheres, crianças, idosos, e especialmente os países de renda mais baixa”, afirmou.

A sugestão trazida pela representante da OEA foi de construir uma cooperação interamericana envolvendo o Projeto de Integração e Desenvolvimento Mesoamericano, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), dentre outras. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que as mortes atingem especialmente crianças e jovens de 5 a 29 anos, promovendo despesas da ordem de 1,8 trilhão de dólares por ano em todo o mundo.

Para o Ministro dos Transportes do Chile, Cristian Bowen, o momento é crucial para atitudes consistentes dos estados latinos. “Em 2002, o Chile aumentou a velocidade das vias por lei, de 50 km/h para 60. Em 2003 aumentou em 25% o número de mortes nas vias. Precisamos colocar o tema na agenda política, e não só técnica, dos países latinos”, disse.

A Conselheira de Segurança no Trânsito da OPAS, Eugênia Rodriguez, citou como exemplo positivo as medidas adotadas em São Paulo pelo prefeito Fernando Haddad, que reduziu a velocidade em pistas da capital. “Temos inúmeros dados que comprovam a redução de mortes e acidentes, mas as pessoas preferem atacar a questão como se fosse indústria de arrecadação com multas. Temos dados  que comprovam que vidas são salvas”, afirmou.

Cooperação internacional - A diretora-executiva do Projeto de Integração e Desenvolvimento da Mesoamerica, Lidia Fromm Cea, demonstrou a importância da cooperação e da troca continuada de experiências em rede.

“Criamos o Plano Maestro Mesoamericano de Segurança no Trânsito com a intenção de reduzir as mortes em ao menos uma grande cidade nos países membros, alterando a legislação e melhorando sistemas de informação de segurança viária para melhorar a tomada de decisões”, afirmou. O Projeto Mesoamericano inclui dez países da América Central e do Sul.

Gabriel Pérez Salas, oficial-associado de Assuntos Econômicos, Unidade de Serviços de Infraestrutura da Comissão Econômica para América Latina e  Caribe (CEPAL/ONU), defendeu a ampliação da cooperação entre países como forma de se manter trocas continuadas de experiências.

Ele também apresentou disposição de acompanhar mais diretamente a situação da República Dominicana por provocação de participantes da audiência, bem como sugeriu que os países avancem na disposição de buscar opções de transportes públicos nas cidades e também nas áreas rurais, onde o socorro a vítimas também costuma ser mais debilitado

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Especialistas defendem punição para motoristas sob efeito de drogas


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Painel na conferência global sobre segurança no trânsito trouxe experiências e estatísticas de diversos países

A direção de veículos por motoristas sob efeito de anfetaminas, cocaína, maconha e outras drogas deve ser alvo de fiscalização e de sanções administrativas e criminais. Esta posição foi defendida pelos especialistas que participaram do painel “Direção sob a influência de álcool e outras drogas” durante a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, encerrada nesta quinta-feira (19) em Brasília.

A coordenadora do painel, Maria Segui Gomez, diretora-geral de Trânsito da Espanha, disse que, para alcançar as metas previstas no Plano Global para a Década de Ações 2011-2020, os países devem adotar medidas severas para combater a direção sob influência de drogas ilícitas (além do álcool), e também o uso do celular ao volante, ao lado dos outros cinco fatores-chaves de risco definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo ela, algumas estatísticas mundiais já apontam que, além do uso do celular por motoristas ao volante, drogas que não o álcool também estão entre os fatores que levam a acidentes de trânsito fatais.

Na Espanha, de acordo com Maria Gomez, o governo criou em 2013 grupos de fiscalização especializados na detecção do uso de outras drogas além do álcool nas estradas. A medida foi precedida de estudos visando a elevar a eficiência dos mecanismos de teste, além de extensão da fiscalização para qualquer horário do dia, durante a semana, incluindo testes de bafômetro em mães que levam crianças às escolas. 

Já o gestor de segurança de trânsito nas rodovias federais dos Estados Unidos, Mark Rosekind, informou que um relatório recente alertou seu governo para o aumento de mortes provocadas por motoristas sob influência de outras drogas ilícitas. Segundo ele, nos últimos sete anos houve um aumento de 50% nos acidentes causados por motoristas sob influência da maconha, por exemplo, nas estradas americanas. Ele criticou a liberação da maconha em algumas regiões dos Estados Unidos.

“A segurança no trânsito não é levada em conta quando liberam o uso da maconha”, afirmou Rosekind, comentando que ainda são desconhecidos os níveis de privação dos sentidos que a maconha e outras drogas provocam nos motoristas.

Em relação à influência negativa do álcool, o representante americano informou que, mesmo após 30 anos de monitoramento e sanções, um terço das vidas perdidas nas estradas dos EUA ainda tem como causa motoristas alcoolizados, sendo que 29% das vítimas fatais são jovens.

No Canadá, motoristas sob efeito do álcool matam quatro pessoas por dia, e deixam 175 pessoas feridas. Segundo Angeliki Souranis, presidente da Associação de Mães contra Motoristas Alcoolizados, que teve um filho vitimado por motorista embriagado em 2008, cerca de 34% das mortes no trânsito em seu país são associadas ao uso de álcool. Ela também manifestou preocupação para com a associação maconha/direção, pois, segundo ela, o governo canadense deve legalizar em breve o uso da cannabis.

Sensibilização - Reduzir a associação álcool e direção é uma questão cultural na opinião de Sebastian Urbina Cañas, vice-ministro dos Transportes da Costa Rica. Ele disse que após um trabalho árduo de de conscientização e educação, seu país conseguiu reduzir a 1%, o percentual de mortes nos trânsito causadas por efeito do álcool. “Não foi fácil, mas houve vontade política e muitas campanhas de sensibilização, em especial junto a crianças e jovens. Direção e álcool tornou-se um tema de rejeição social”, disse ele.

O representante do Líbano, Ramzi Salamé, informou que há em seu país uma “política de silêncio”, em especial junto à polícia, que costuma esconder os casos, impedindo registros oficiais sobre direção alcoolizada. “Há uma resistência cultural muito forte, porque eles acham que as famílias não devem pagar pelos erros de quem bebe e comete acidentes de trânsito” disse Salamé.

Já o representante das Filipinas, Dante Lantin, contou que seu país iniciou no ano passado políticas mais incisivas de proibição ao uso de álcool por motoristas, aprovando lei que reduziu a 0,5% o percentual de álcool no sangue de motoristas em geral, e tolerância zero para motoristas de veículos e motocicletas do serviço público.

Lei seca - No caso brasileiro, o especialista e ex-secretário de Transportes do Distrito Federal, Nazareno Affonso, disse que a Lei Seca foi uma das medidas que, efetivamente, contribuiu para reduzir em 6% o número de mortes pelo trânsito em todo o país, nos últimos dois anos. Mas, na opinião dele, os estados e municípios precisam ser mais eficientes na fiscalização.

Para a coordenadora dos debates, Maria Gomez, existe um trabalho exaustivo das autoridades e da sociedade em torno da conscientização de que o álcool tem que ser dissociado da direção de veículos. “É preciso uma mudança de comportamento”, disse ela.

Fatores-chave – A Organização Mundial de Saúde (OMS) define cinco fatores-chaves de risco para a segurança no trânsito do planeta: mistura álcool/direção, excesso de velocidade, não uso de cinto de segurança, de capacete e de dispositivos de retenção nos veículos para crianças.

Por Ludmilla Duarte, Agência Saúde
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Mortes de motociclistas já são consideradas epidemia global


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Países membro da ONU debatem estratégias e desafios para reduzir os altos índices de mortalidade. Apesar das diferenças regionais, o problema é geral

Um veículo rápido, capaz de driblar engarrafamentos e com custo mais acessível a boa parte população. Com estas características, as motocicletas têm se tornado cada vez mais populares em países em desenvolvimento, sobretudo em áreas rurais e comunidades mais carentes.

O Camboja, por exemplo, tem uma população de 15 milhões de pessoas e uma frota de motos que ultrapassa a casa dos 2 milhões. Na Nigéria, os veículos de duas rodas ganham cada vez mais adeptos e muitos são utilizados como “taxis”. O Brasil também se enquadra neste perfil, atualmente 26% da frota nacional é composta de motos. O aumento exponencial de veículos, no entanto, veio acompanhado do crescimento de mortes e feridos no trânsito.

O diagnóstico foi feito durante a 2ª Conferencia Globalde Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Durante o encontro, ministros e autoridades de diversos países apresentaram seus desafios e debateram estratégias para alcançar um modelo viário mais seguros na Sessão “Segurança para Motociclistas”.

Uma das propostas apresentadas é incentivar o uso do transporte coletivo. A ideia é que com alternativas seguras e confiáveis de transporte público, as pessoas deixem de utilizar a moto para locomoção nos compromissos diários. “A escolha pela moto está relacionada, muitas vezes, a questão econômica do usuário”, destacou Eugênio Diniz, professor da Fundacentro de Minas Gerais e representante brasileiro no debate.

O Ministro de Transportes do Camboja endossou a proposta de direcionar as pessoas ao transporte coletivo. “Precisamos pensar na redução progressiva no número de motocicletas nas ruas. Precisamos de uma política que encoraje o modal público. Transporte de massa diminui o congestionamento e melhorar a mobilidade urbana”, enfatizou.

Na França, por exemplo, o uso de metrô e trens é cotidiano nas grandes cidades. Talvez por isso a popularidade da motocicleta não seja grande – elas representam apenas 1,5% da frota francesa. No entanto, isto não impede que a sua letalidade seja altíssima, 24% das vítimas fatais nas vias do país são motociclistas. Para tentar frear o crescimento de acidentes, tornou-se obrigatório o uso de roupas de proteção e as placas dos veículos foram ampliadas para que possam ser identificados nos radares eletrônicos de velocidade.

Legislação e educação – Para reduzir a mortalidade nas vias, a solução também passa pelo incentivo a projetos educativos, por mudanças na legislação e por reforço nas ações fiscalizatórias e coercitivas.

Na Nigéria, por exemplo, não é exigido habilitação para conduções de moto, só o registro oficial dos veículos. Há países em que não tem legislação especifica para o uso do capacete, apesar do consenso sobre o poder de evitar mortes e sequelas graves. Na Tailândia, seu uso é opcional. E nos Estados Unidos, o instrumento também enfrenta resistência em diversos estados. “As motocicletas são relacionadas com a liberdade. O capacete é a perda da individualidade”, destaca o Jeffrey Michael, gestor da Administração Nacional para Segurança do Trânsito nas Estradas do s EUA.

No Brasil, existem leis que obrigam o uso do capacete e que proíbem a condução de crianças menores de sete anos em motos. Porém, não é raro encontrar, sobretudo no Norte e Nordeste, motociclistas sem capacetes e crianças pequenas e até bebês nas garupas destes veículos.

O professor da Fundacentro de Minas Gerais, Eugenio Diniz, enfatiza que a desobediência à lei se reflete no número de acidentes, feridos e mortos.“O Brasil é um país bem heterogêneo, com bastante diferenças sociais e culturais. Os maiores índices de acidentes estão nos locais mais pobres e com menor informação. É preciso investir em ações educativas. No Nordeste 50% dos internados no centro de terapia intensiva são vítimas do transito”.

Inovações tecnológicas - O desenvolvimento de novas tecnologias de segurança também é uma das apostas para reduzir o número de mortes de motociclistas apontadas durante a 2ª Conferência Segurança Viária. No evento, a Organização Mundial de Saúde apresentou um modelo de capacete mais seguro e confortável, feito de material leve, designer arrojado e um sistema de ventilação interna. A proposta é incentivar o uso e a aceitação do item de segurança pelos motociclistas, sobretudo em países tropicais.  “Na Tailândia, as pessoas não usam porque faz muito calor”, destaca o Ministro Adjunto de Transporte do país, OrmsinVhivapruck.

A melhoria de itens tecnológicos no próprio veículo também é uma aposta para reduzir acidentes. Um sistema de frenagem ABS, já em uso em alguns modelos de motocicletas, evita acidentes. Outra inovação, que ainda está em estudo e pode ser um aliado na redução de mortes, é a comunicação entre veículos. “É uma solução a longo prazo. Ainda estão em testes para carro, mas sou otimista em relação ao seu potencial”, destaca o gestor americano.

Outra proposta apresentada no painel foi a modernização das vias. As vias e estradas também precisam ser modernizadas. O guard rail (mureta), por exemplo, dão segurança aos carros, mas são perigosíssimos para as motos. O Ministro do Camboja aproveitou o debate para pedir apoio à ONU no que se refere à garantia de financiamento para melhorar a qualidade das vias nos países em desenvolvimento, sobretudo as rurais, locais com maiores índices de acidentes.

Agência Saúde
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Sistemas de monitoramento e avaliação são fundamentais para redução de acidentes


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Sistemas precisos e claros de processamento de dados sobre acidentes de trânsito podem levar os países a vencer os fatores-chave que provocam 1,25 milhão de mortes no trânsito por ano no mundo. Essa foi uma das conclusões de painel realizado nesta quinta-feira (19), durante a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, que promoveu a partilha de experiências entre representantes de sete países sobre os seus sistemas de coleta e cruzamento de informações de acidentes de trânsito para ações locais de segurança.

Brasil, Guatemala, Ilhas Salomão, México, Nicarágua, Tailândia e Zâmbia apresentaram seus avanços, mas também muitos de seus desafios. O maior problema, de acordo com os países participantes do debate, é a falta de  padronização das informações.

“A consolidação de dados, muitas vezes, nem acontece em muitos países. Há nações em que as informações municipais não chegam nos relatórios federais. Há ainda diferenças de terminologia. O que significa objetivamente, por exemplo, uma ‘pessoa ferida gravemente’ em diferentes regiões de um país ou mesmo entre diferentes países do mundo?”, provoca o secretário-geral do Fórum Internacional de Transporte, José Viegas. “Nós oferecemos um glossário no site do Fórum Internacional de Transportes que pode ajudar na padronização”, sugere.

O México possui um sistema em que o setor de saúde registra em detalhes o histórico médico dos motoristas. Diante de um acidente, há um cruzamento de dados entre estas informações de saúde e informações referentes à situação do acidente, que possibilitam saber em que medida as condições de saúde do condutor interferiram naquela situação. No entanto, mesmo com o sistema em funcionamento, em muitos casos, não há o preenchimento adequado dos dados e esse cruzamento não é satisfatório.

Já a Zâmbia tem investido em estrutura de atendimento pós-acidente com ambulâncias bem equipadas, mas encontra problemas entre dados fornecidos pela polícia e os hospitais. Uma vítima de acidente conduzida ao hospital pela polícia, por exemplo, depois de internada passa a ser tratada como um paciente comum, sem que conste nas estatísticas de trânsito.

A experiência brasileira foi apresentada a partir dos avanços do projeto multisetorial “Vida no Trânsito”, coordenado pelo Ministério da Saúde.  Por meio do aprimoramento no refinamento e na unificação de indicadores e com estratégias de ensino a distância, o Brasil tem dado passos largos na coleta de dados. Uma parceria com as universidades federais de Minas Gerais e de Goiás permitiu que o país avançasse para ter dados cada vez mais precisos e contar com estratégias de captação e cruzamento de informações que envolvem atores nos níveis federal, estadual e municipal.

No entanto, ainda existem gargalos que precisam ser sanados. “Há situações que precisam ser decifradas. Por exemplo, quando uma pessoa alcoolizada e se envolve em um acidente aqui no Brasil, chama-se às pressas um amigo para levá-la ao hospital por medo de a polícia vir e aplicar penalidades no condutor. Isso é difícil de ser mapeado”, enfatiza Otaliba Libânio Neto, da Universidade Federal de Goiás.

A padronização dos indicadores de acidentes de trânsito, entretanto, não é apenas um desafio dos países em desenvolvimento. Durante o debate, os especialistas apontaram algumas daquelas que podem ser as diretrizes para o sucesso do monitoramento dos acidentes de trânsito: uniformização internacional de indicadores que permitam um avanço global da identificação de fatores de risco locais; detalhamentos de informações sobre condições do acidente, das vias, do que provocou os traumas ou lesões na vítima; dados do atendimento pós-acidente; histórico dos veículos e acidentados. Tudo isso, por meio de abordagens intersetoriais e multidisciplinares.

Da Agência Saúde
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Países se comprometem a priorizar pedestres, ciclistas e motociclistas


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Declaração de Brasília inova ao dar ênfase ao transporte sustentável. Documento apresenta o compromisso de países-membro da ONU em torno da proteção a populações vulneráveis e reafirma meta de redução de mortes

Aprovada nesta quinta-feira (19/11) pelos mais de 130 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) reunidos na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, a Declaração de Brasília contribuirá para mudar o paradigma do debate sobre trânsito em todo o planeta. O documento, apresentado pelo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Castro, traz como prioridade a segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas – usuários mais vulneráveis do trânsito. Essa é a primeira vez que um compromisso internacional dá ênfase ao transporte público como forma de aprimorar a segurança no trânsito. Os países reafirmaram também, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, reduzir à metade, até 2020, as mortes causadas por acidentes de trânsito.

“A promoção de modos de transporte sustentável, em particular transporte público e deslocamentos a pé e de bicicleta seguros, é elemento essencial para a promoção da segurança no trânsito”, afirmam os países no texto. Entre as ações recomendadas no documento está a adoção, implementação e cumprimento de políticas e medidas voltadas a proteger e promover, de forma ativa, a segurança de pedestres e a mobilidade de ciclistas – como calçadas, ciclovias e/ou ciclofaixas, iluminação adequada, radares com câmeras, sinalização e marcação viária.

“É necessária uma ação efetiva e uma cooperação conjunta para que os resultados apareçam”, disse o ministro Marcelo Castro durante o discurso de encerramento da conferência. “Os países devem assegurar transportes públicos sustentáveis, e adotar ações importantes para fortalecer suas legislações e a fiscalização”, assinalou ele, destacando também o fortalecimento da cooperação internacional.

Participaram também da sessão final o secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, Christia Friis Bach, o diretor executivo da Youth for Road Safety, Floor Lieshout, o presidente da Comission for Global Road Safety, George Robertson, e a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde, Carissa Etienne 

Uso de motocicletas - No que diz respeito aos motociclistas, que figuram entre as vítimas mais vulneráveis do trânsito em todo o mundo, a Declaração de Brasília registra entre suas recomendações a de desenvolver e implementar legislação e políticas abrangentes sobre o uso de motocicletas - incluindo educação e formação, licenciamento do condutor, registro do veículo, condições de trabalho, uso de capacetes e de equipamentos de proteção individual. Pedestres, ciclistas e motociclistas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) perfazem atualmente metade das 1,25 milhão de vítimas fatais do trânsito no mundo.

“Mortes e lesões no trânsito são também uma questão de equidade social, já que as pessoas pobres e vulneráveis são, com maior frequência, também usuários vulneráveis das vias (pedestres, ciclistas, motoristas de veículos motorizados de duas e/ou três rodas e passageiros de transporte público inseguro)”, afirma a declaração. “Eles são desproporcionalmente afetados e expostos a riscos e lesões e mortes no trânsito, que podem levar a um ciclo de pobreza exacerbada pela perda de renda”, assinala o documento.

Para proteção desses usuários, um dos compromissos assumidos pelos países na carta é o de estabelecer e implementar limites de velocidade seguros e adequados acompanhados de medidas apropriadas de segurança - como sinalização de vias, radares com câmeras e outros mecanismos de restrição de velocidade, particularmente perto de escolas e de zonas residenciais, de modo a ampliar a segurança de todos os usuários das vias.

METAS REAFIRMADAS - As metas de reduzir à metade, até 2020, o número de mortes e lesões causadas pelo trânsito em todo o mundo, e de aumentar de 15% para 50% o percentual de países com legislação abrangente sobre os cinco fatores-chaves de risco – não uso de cinto de segurança, de capacete e de dispositivos de proteção para crianças, mistura álcool/direção e excesso de velocidade -, são reafirmadas na declaração. O acesso das populações a sistemas de transporte seguros, acessíveis e sustentáveis, melhorando a segurança no trânsito notadamente por meio da expansão do transporte público – conforme incluído pela Cúpula da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015 na nova agenda global -, é também uma meta saudada pelo documento.

O reforço dos países a estratégias de policiamento nas vias e medidas de fiscalização com foco na redução de acidentes também está entre as recomendações, assim como incentivar os Estados a introduzirem novas tecnologias de gestão do trânsito e de sistemas de transporte inteligente, para mitigar os riscos de lesões e mortes.

Na área da saúde, o documento aponta a necessidade de fortalecer os cuidados pré-hospitalares, incluindo serviços de saúde de emergência e resposta imediata pós-acidente, diretrizes ambulatoriais e hospitalares para cuidado do trauma, além de serviços de reabilitação.

A Declaração de Brasília sobre Segurança no Trânsito reconhece que a maioria expressiva das mortes e lesões no trânsito é previsível e evitável – e, na metade da Década de Ação, há muito a ser feito apesar dos progressos e melhorias em vários países.

A íntegra do documento pode ser lida aqui.  

Por Ludmilla Duarte, Agência Saúde
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Países debatem respostas práticas dos processos pós-acidentes


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Descentralizar as redes de atendimento de urgência, uniformizar procedimentos entre equipes policiais e médicas, e levar esclarecimento à população. Essas são algumas das respostas pós-acidentes apresentadas e debatidas durante o painel “Resposta Pós-Acidentes”, ocorrido durante o segundo dia do Road Safety Brazil, que encerra nesta quinta-fera (19) em Brasília.

Com a participação de representantes da saúde de governos e de organizações não-governamentais, o painel trouxe à tona importantes contribuições legislativas e práticas dos processos pós-acidentes. O cuidado de reabilitação rápido, descentralizado nas comunidades mais próximas das vítimas da violência no trânsito e atendimento psicológico e jurídico foram apontadas como importantes medidas para as cerca de 30 a 50 milhões de pessoas feridas anualmente, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Presidida pelo secretário adjunto de Assuntos Globais, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Mitchell Wolfe, a atividade teve como participantes representantes de países com importante capacidade de resposta a acidentes como Cuba, que detém redes nacionais, estaduais e municipais de atendimento a urgências.

Segundo o representante do estado cubano, Néstor Marimon, a presença dos médicos familiares nas comunidades permite atendimento qualificado, além do treinamento continuado das equipes de enfermagem e presença de veículos de transporte determinados em regiões onde o risco de acidentes é diagnosticado. “Mantemos controle quase diário dos registros de estatísticas de acidente para melhor distribuir nossas ambulâncias e equipes”, afirmou.

Para o secretário Mitchell Wolfe, a melhoria da integração dos procedimentos com as equipes da área de segurança pública, polícias e corpos de bombeiros, que tendem a ser informadas em casos de urgências pode ser importante passo nos atendimento posterior aos acidentes. “A integração das equipes de segurança aos sistemas, bem como a melhoria de comunicação dos governos estaduais e locais com o Ministério da Saúde dos países pode ser central nisso”, afirmou.

Jim Fitz Patrick, que trabalhou como bombeiro durante 20 anos, e hoje é parlamentar do Reino Unido, explicou a urgência dos atendimentos logo após os acidentes. “Cerca de 80% das mortes em alguns países poderiam ser evitadas por meio do atendimento adequado na cena do acidente, ou estabilização do paciente durante o transporte”, explicou. O parlamentar contou sobre sua atuação pela Fire Aid, instituição que promove conhecimentos e colabora na implementação de sistemas de atendimento emergencial em 30 países, preferencialmente países em desenvolvimento.

Segundo Jim, não havendo treinamento e preparação dos socorristas, mesmo as melhores legislações se tornarão ineficientes para a redução de até 50% proposta pela Década de Ação e as metas previstas pela ONU. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que apenas 7% dos países do mundo (28) apresentam legislações adequadas com requisitos de prevenção para tais acidentes.

RECUPERAÇÃO - No quesito reabilitação de vítimas de graves lesões o Brasil apresentou a experiência da Rede Sarah, com sede em Brasília. Segundo a doutora Lúcia Wiladino Braga, o desconhecimento sobre a importância da reabilitação precoce, ou seja, do atendimento célere dos profissionais de reabilitação logo após a recuperação inicial das vítimas é crucial para lesões medulares e cerebrais. Essas lesões são típicas dos acidentes de motos e carros.

A integração do método de “Reabilitação Ecológica”, como ficou conhecido o procedimento praticado na Rede Sarah, foi outro importante diferencial segundo Wiladino. “Integrar os pais à reabilitação de uma criança é indispensável, agregando ainda o fator emocional. A reintegração social da pessoa em recuperação na própria casa e comunidade colabora diretamente para a recuperação”, afirmou.

No debate sobre a questão emocional das vítimas, a representante da Associação Irlandesa de Vítimas de Trânsito e Federação Europeia de Trânsito, Donna Price, explicou como a revitimização é um grave problema, após casos de colisões de trânsito. “Esses casos destroem vidas, a perda de um filho pode ser devastadora para qualquer família, e ainda o problema financeiro que pode provocar. Dar apoio emocional e jurídico para que essas pessoas não percam processos judiciais é outro importante fator para a recuperação psicológica dos familiares envolvidos”, explicou. Ela refutou o conceito da palavra “acidente”. “Precisamos rever essa expressão. Se seguimos usando esse conceito seremos também parte do problema”, disse.  

Capitais apresentam experiências de sucesso na redução dos acidentes de trânsito


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Projeto Vida no Trânsito do Ministério da Saúde fez cair pela metade o número de óbitos na principal via expressa de Palmas em Tocantins , a TO-050

Em 2014, a rodovia TO-050, que corta 20 km do perímetro urbano de Palmas, em Tocantins, deixou de ser responsável por 50% dos óbitos de vítimas no trânsito na capital. Também a partir da instalação de semáforos, radares fixos, melhoria de sinalização horizontal e vertical, a Avenida Teotônio Segurado, que corta Palmas de norte a sul, deixou de ser a principal marca de mortes do município. Esses dois resultados foram apresentados na Pré Conferência – Encontro Projeto Vida no Trânsito – 2015 realizada nesta terça-feira (17) em Brasília.

O objetivo do encontro foi compartilhar experiências e analisar os desafios nos municípios que fazem parte do Projeto Vida no Trânsito (PVNT) do Ministério da Saúde. O PNVT oferece apoio aos gestores municipais e estaduais no fortalecimento de políticas de prevenção de lesões e mortes no trânsito por meio do planejamento, monitoramento e avaliação de ações. Hoje cinco capitais participam do projeto: Palmas (TO), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Campo Grande (MS).

A capital Palmas é um dos casos de sucesso dessa municipalização. Em 2004 o estado era um dos líderes em acidentes no Brasil. Iniciou-se um trabalho mais contundente de gestão do trânsito no município, que teve como foco suas duas principais vias de tráfego, que registravam a maioria absoluta de acidentes: a Avenida Teotônio Segurado e a rodovia TO 050. 

A Teotônio Segurado, uma avenida larga, com quatro pistas, que corta a capital de norte a sul com uma extensão de 70 km, com vários cruzamentos e com condutores trafegando em alta velocidade, passou por várias intervenções, como instalação de semáforos e radares fixos. Não demorou, e a via deixou de ser a principal marca de mortes do município. Por outro lado, os registros de acidentes começaram a crescer na TO-050, considerada a segunda maior em números de sinistros. Em 2014, a rodovia chegou a ser responsável por 50% dos óbitos de vítimas de trânsito na capital, realidade que mudou após a instalação da fiscalização eletrônica.

Ao compartilhar as experiências locais, os representantes do Vida no Trânsito destacaram a contribuição da municipalização da gestão do trânsito para a redução das mortes, e a importância do trabalho de gestão do programa ser intersetorial, envolvendo profissionais de saúde, engenharia de tráfego, educadores, polícia e bombeiros.

NOVIDADE - A Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vão desenvolver um curso de educação a distância (EAD) que irá qualificar e padronizar as ações dos agentes locais, municipais, estaduais e federais no aprimoramento da defesa da vida no trânsito no Brasil.

O curso será desenvolvido com base no monitoramento do Vida no Trânsito nos estados e municípios. “A novidade será intersetorial e custeado totalmente pelo Ministério da Saúde. Já teremos 350 vagas para o primeiro semestre de 2016”, adianta a coordenadora do programa Vida no Trânsito, Marta Maria Alves da Silva.

VIDA NO TRÂNSITO - O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, lançou, em junho de 2010, o Projeto Vida no Trânsito (PVNT), com o objetivo de reduzir lesões e óbitos no trânsito em cinco capitais brasileiras: Palmas, Teresina, Belo Horizonte, Curitiba e Campo Grande. O PVNT parte da iniciativa internacional denominada Road Safety in Ten Countries (RS 10), financiada pela Fundação Bloomberg Philanthropies. A iniciativa é coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e formada por um consórcio de instituições.

O comprometimento do governo brasileiro em desenvolver o PVNT tem como propósito enfrentar a situação dos acidentes de trânsito no País, a partir de ações nacionais, estaduais e municipais, com o objetivo de desenvolver e aprimorar estratégias de segurança no trânsito bem-sucedidas, capazes de serem apropriadas por municípios e estados.

 

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OMS propõe protocolo para fortalecimento dos sistemas de atendimento a traumas


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Durante painel paralelo à 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, a representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) para assuntos de Emergência, Trauma e Cuidados Agudos, doutora Teri Reynolds, apresentou, nesta quarta-feira (18), protocolo desenvolvido pela Organização para o atendimento às vitimas de acidentes de trânsito. A resposta pós-acidente é um dos cinco pilares do Plano Global para a Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011-2020.

“Se conseguirmos estabelecer padrões mínimos de atendimento, estima-se que 2 milhões de vidas podem ser poupadas. Ter a capacidade de fazer triagem no local do evento, capacidade de decidir para onde a vítima é levada. Em todos os países, inclusive os mais ricos, há como melhorar essa triagem. No transporte, temos bons exemplos de como transportar as vítimas para evitar agravos”, afirmou. O protocolo estabelece diretrizes envolvendo cuidados preventivos desde a cena do acidente, maneiras de garantir a transferência e o transporte da vítima e o atendimento no local.

No painel que discutiu o “Fortalecimento dos serviços de cuidados de trauma de emergência para vítimas de lesões por acidentes de trânsito” também foram apresentados avanços de alguns sistemas de atendimento. A experiência brasileira com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), que hoje atende a cerca de 70% de sua população, foi tida como um bom exemplo.  

Apesar das dificuldades de se implantar um sistema único de socorro às vitimas em um país continental como o Brasil, para o coordenador Geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde brasileiro, José Eduardo Fogolin, o sucesso do SAMU foi justamente, entre 2002 e 2015, investir na “singularidade regional” para ampliação do serviço.

“Temos uma dificuldade que é ter um país de dimensões continentais, mas criamos uma rede de atendimento que se articulou com os hospitais e evita mortes pela falta de atendimento durante o deslocamento das vítimas. Cada região tem sua central de atendimento articulada com os hospitais locais. Alem das ambulâncias tradicionais, o SAMU conta com serviço aeromédico e as ambulanchas, lanchas com equipes médicas muito estratégicas para o atendimento na Amazônia”, destacou. Segundo Fogolin, o investimento do Brasil em sua rede de urgência tem sido para aprimorar a linha de cuidado no atendimento pré-hospitalar.

Comunicação falha, problemas a vista

Além do modelo brasileiro, também participaram da discussão representantes de governos da África, Ásia e América Latina sobre processos de atendimento emergencial a traumas. Para os países africanos, o desafio é ampliar os sistemas de comunicação como forma de reduzir as mortes por causas evitáveis.

Segundo o doutor Witaya Chadbunchachai, responsável pela implementação dos compromissos da Década de Ação Road Safety na Thailândia, um sistema educacional nas diversas províncias de seu país colaboraram para a padronização de atendimento, prevenindo mortes. “Atuamos na prevenção de acidentes e de lesões, na melhor formação para atendimento hospitalar, transporte e reabilitação. Isso evitou muitas mortes”, afirmou. Equipes preparadas, segundo Chadbunchachai, tornam a linguagem comum garantindo a efetividade da comunicação.  

Essa dificuldade foi relatada pelo diretor de Mobilidade e Serviços de Emergências de Saúde de Zâmbia, Gardner Syakantu. “Hoje temos um número telefônico geral de atendimento no país, mas o sistema ainda é pouco efetivo pela falta de compreensão dos usuários e a dificuldade de orientação por parte de equipes que recebem as ligações. Nisso, o protocolo da OMS poderá colaborar com nosso povo”, enfatizou Syakantu.

Mesmo em um sistema mais aprimorado, como o caso do Brasil, a dificuldade de padronização de informação também pode dificultar o atendimento de emergência. “Já observamos situações em que a pessoas deveriam ligar para o SAMU (192), porém telefonaram para a Polícia Militar (190) ou Corpo de Bombeiros. Essa falta de padronização dificulta atendimento, porque cada equipe tem um grau de informação e preparação”, explica Edson Teixeira, da Associação Mundial de Resgate e integrante da Força Nacional do Sistema Único de Saúde do Brasil.

Outro problema que Teixeira constata e que pode colaborar na realidade brasileira é a criação de disciplinas específicas nas universidades de faculdades de enfermagem e especialmente medicina. “Temos médicos que saem especialistas em suas áreas, mas não tem experiência em trauma, o que debilita aquele profissional em situações extremas”, afirmou.

O coordenador de Alta e Média Complexidade, José Eduardo Fogolin também ressaltou a necessidade de uma melhor preparação de equipes para situações de emergência em maior escala, como em situações de catástrofes, quando pelo aumento do número de vítimas atendidas pelo sistema acaba se desestruturando e perdendo eficiência. “Temos alguns processos nesse sentido, mas podemos evoluir mais”, ressaltou.   

O doutor Omale Joseph Amedu, diretor de Trauma, Emergência e Resposta a Desastres do Ministério da Saúde da Nigéria também defendeu o fortalecimento das políticas de atendimento aos traumas. “Estamos criando um Conselho Nacional de Saúde para acompanhar esse processo e efetivar a capacidade de resposta de equipes de socorristas, bem como de médicos que atendem nos hospitais fortalecendo o sistema”, afirmou.

 

Da Agência Saúde 
Atendimento à imprensa – Ascom/MS 
(61) 3315-2271/3580/2745

OMS destaca papel dos parlamentares no avanço da legislação de trânsito


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Os parlamentares de diferentes partes do mundo podem se articular para salvar vidas no trânsito.  A afirmação é da diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margareth Chan, que participou do primeiro dia de debates da 2ª Conferência Global de Alto Nível Sobre Segurança no Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 19 de novembro em Brasília. O evento promove o encontro intersetorial de pessoas envolvidas em diferentes segmentos da gestão do trânsito em diferentes partes do mundo.

Os parlamentares ouviram de Margareth Chan um pedido de compromisso: “Vocês, parlamentares, têm um grande poder nas mãos. Criem e promovam leis de proteção da vida no trânsito. Vocês são parceiros fundamentais para o avanço das nossas legislações de trânsito. Construam uma rede entre vocês. Compartilhem, fortaleçam-se mutuamente. Juntos, nós podemos salvar milhões de vidas”.

No painel “Parlamentares pela Segurança no Trânsito Global – Construindo uma Rede De Legisladores”, onde reuniu parlamentares da Armênia, Austrália, Brasil, Espanha, Ghana, Inglaterra, Jamaica e Naníbia, houve troca de experiências sobre a ação parlamentar frente a segurança no trânsito em seus respectivos países e discutirem como construir uma rede entre eles com vistas a ações integradas em favor da vida.

Somente 7% da população mundial (28 países no mundo) está protegida por leis de trânsito adequadas, que preveem obrigatoriedade do uso de capacetes, cintos de segurança e dispositivos de proteção para crianças nos veículos, proibição de dirigir sob os efeitos do álcool, controle de velocidade e vedação ao uso de celulares ao volante, incluindo o envio de mensagens de texto. O Brasil está entre os 25 países que adotaram essas medidas, a exemplo do tolerância zero para o consumo de bebida alcóolica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do “bafômetro” como forma de garantia do cumprimento da lei.

Enquanto há países que possuem legislação específica de trânsito bastante avançadas, outros ainda lutam pela implementação da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança no banco traseiro.

O Deputado Federal Hugo Leal, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro do Brasil, comemorou os avanços alcançados com a implementação da chamada “Lei Seca” no Brasil, e ressaltou a importância da promoção de encontros entre parlamentares de países que têm uma ótima legislação de trânsito com outros que ainda estão desenvolvendo suas leis”. “O parlamento tem o papel legislativo e por isso deve fiscalizar a execução das leis. O Brasil está aberto para aprender e para compartilhar com os parlamentares dos demais países. Somos a favor da rede parlamentar”, afirmou Hugo Leal.

Os parlamentares da Naníbia manifestaram também seu interesse na criação da rede. Eles afirmaram que sua Lei nacional de segurança no trânsito não atende as suas necessidades e estão interessados no compartilhamento internacional.

Pere Macías, da Comissão de Segurança no Trânsito do Parlamento da Espanha comentou a experiência local de estreitamento entre o parlamento e os movimentos sociais, organizações não governamentais, e grupos organizados, pessoas que perderam entes queridos em acidentes, com vistas a promover uma cultura popular de apoio a legislação de trânsito. “Sabíamos que não seria fácil. Precisávamos aprovar leis e também convencer as pessoas de que estávamos trabalhando juntos”. De acordo com Pere Macías, a Espanha registra números que revelam uma média anual de 11 mortes no trânsito por ano. No Brasil, dados de 2013 registram quase o dobro da média espanhola.

Os parlamentares concordam que legislar para a segurança no trânsito também é, em muitos casos, uma ação impopular. Para qualquer parlamentar seria difícil falar em medidas de segurança que restringem a velocidade, que tragam novas obrigações para os condutores e fabricantes de veículos e mesmo para os pedestres. No entanto, sentem-se chamados a se empenhar na luta por objetivos que, parecem impopulares no momento, mas que serão reconhecidos como benéficos ao longo prazo.

REDE PARLAMENTAR - A Comissão para a Segurança Rodoviária Global, uma das organizadoras do encontro, sugeriu que a rede de parlamentares construa um fórum para legisladores responsáveis ​​pela segurança no trânsito nos parlamentos nacionais (que inclua todos os grupos partidários), regionais, municipais, e as autoridades locais para a troca de experiências e de boas práticas em prevenção de lesões de tráfego.

O inglês Jim Fitzpatrick, da Comissão para a Segurança Rodoviária Global, que é vice-presidente do Conselho Parlamentar Multipartidário para a Segurança dos Transportes e membro da Câmara dos Comuns do Reino Unido, sugere como primeiro passo para a rede “estabelecer um Painel de Peritos Parlamentares para preparar relatórios sobre Prioridades Legislativas Globais para 2020 usando o Relatório de Status da OMS de 2015 e do Plano Global para a Década de Ação como os seus pontos de referência. O Painel poderia apresentar seu relatório em 2016 e servir como um catalisador para a criação de uma rede de segurança rodoviária multipartidária global”.

A proposta de Jim foi acolhida pelos parlamentares presentes e os primeiros passos serão efetivados sob o comando da OMS e a Comissão para a Segurança Rodoviária Global.

METAS GLOBAIS - Na mesma linha de troca de experiências, no fim da tarde, aconteceu o painel “Estabelecendo Indicadores e Metas Nacionais e Globais para a Segurança no Trânsito”, que debateu a possibilidade de uma constituição global de indicadores para o balizamento de ações sincronizadas em segurança no trânsito em todo o mundo. O painel foi presidido pelo ministro da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardoso, e pelo diretor-geral assistente da área de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental, da OMS, OlegChestnov. Participaram do painel ministros e diretores da Armênia, Austrália, África do Sul,Costa do Marfim, Espanha, França e o Secretário-Geral do Fórum Internacional de Transporte, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, José Viegas.

Os participantes compartilharam as ações desenvolvidas em seus países na constituição de indicadores de registro, de padronização de informações e de avaliação dos acidentes de trânsito e as respectivas políticas públicas de segurança viária implementadas. Percebeu-se que os países tomaram como referência o Plano Global para a Década de Ação, no entanto cada nação agiu de um modo diferente.

Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, é preciso primeiramente entender claramente os problemas existentes para em seguida traçar ações.  “Temos que buscar uma uniformidade de compreensão do problema para desenvolvermos ações globais sincronizadas em defesa da vida no trânsito”, afirmou o ministro brasileiro.

O Secretário-Geral do Fórum Internacional de Transporte, José Viegas, sugeriu como caminho para uma sincronização de indicadores e de ações,  que todos visitassem o site do Fórum Internacional de Transporte e aceitassem o desafio de estudar todas as experiências internacionais nele registradas. “Há que se estabelecer indicadores e não se pode ter vergonha dos dados que você vai colher. Eles serão a base para os seus métodos de ataque aos problemas concretos”, disse.

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Informações sobre visto

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Participantes que precisarem de visto para o Brasil devem obtê-los pelo consulado brasileiro ou representação diplomática competente em seu país antes de viagem. O formulário do visto deve ser submetido com antecedência da data de partida, pois o processo de emissão do visto brasileiro pode demorar até três semanas, em alguns casos. Informações sobre como obter o visto para o Brasil, bem como a lista de países que não precisam de visto brasileiro podem ser verificadas no http://www.portalconsular.mre.gov.br/estrangeiros/estrangeiros. Para informações adicionais, contate a representação diplomática brasileira local. Caso necessite uma carta para a obtenção do visto, favor entrar em contato pelo seguinte e-mail: roadsafetybrasil@saude.gov.br

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orientações gerais

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  • Local

    O evento será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, localizado no SCES Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50 - Asa Sul, Brasília - DF, 70200-002 +55(61) 2196-9000
    http://www.cicb.com.br

  • Inscrição

    É feita por convite e estará disponível em nosso website.

  • Idioma da Reunião

    Português, Inglês e Espanhol nas sessões; idiomas oficiais das Nações Unidas nas Plenárias.

  • Acessibilidade

    O local do evento, bem como o auditório possuem acessibilidade para portadores de necessidades especiais.

  • Moeda

    A moeda brasileira é o Real (BRL). Você pode fazer câmbio no seu país ou nos aeroportos Brasileiros. O comércio no Brasil não aceita moedas estrangeiras. Cartões de crédito, débito e travel money são aceitos em quase todos os lugares.

  • Clima

    Novembro é primavera no Brasil. As temperaturas variam de 17ºC (62,8º F) a 26ºC (79,3º F) e frequentemente chove.

  • Embaixadas
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Sugestões de hotéis

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A reserva e pagamento de Hotéis e voos são de responsabilidade do participante. Nós recomendamos os seguintes hotéis:

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saúde do viajante

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Emergências: há diversos hospitais públicos de referência em Brasília:

  • BRASÍLIA HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL

    Phone (61) 3315-1200 - SMHS - ÁREA ESPECIAL - Q. 101

  • HMIB – HOSPITAL MATERNO INFANTIL DE BRASILIA

    Phone (61) 34457500 - AV L2 SUL QUADRA 608 MÓDULO A. ASA SUL. CEP 70203-900

  • HRAN – HOSPITAL REGIONAL DA ASA NORTE

    Phone (61)33254313 - SMHN, QD. 101. ASA NORTE. CEP: 70710-905

  • HRC - HOSPITAL REGIONAL DA CEILÂNDIA

    Phone (61) 33713444 - QNM, 17. CEILÂNDIA SUL.CEP: 72215-170

  • HRT - HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA

    Phone (61)33531006 - SETOR C NORTE, ÁREA ESPECIAL 24. TAGUATINGA cep 72155-000

  • HRS - HOSPITAL REGIONALDE SOBRADINHO

    Phone (61)34879200 - QUADRA 12, ÁREA RESERVADA 01. SOBRADINHO 73020-412

  • HRG - HOSPITAL REGIONAL DO GAMA

    Phone (61) 33859700 - ÁREA ESPECIAL S/N. SETOR CENTRAL. GAMA. CEP 72405-150.

Vacinas

O Brasil não exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para entrada no país;

Certifique-se de que suas vacinas de rotina estejam em dia, de acordo com as recomendações de seu país de origem, pois é uma medida eficaz e segura para a prevenção de várias doenças;

Apesar de não ocorrerem casos de sarampo e rubéola no Brasil, essas doenças estão presentes em outros países. Portanto, é recomendado que se esteja vacinado contra elas;

A preparação para a viagem é uma boa oportunidade para verificar o estado vacinal de bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Prevenção contra febre amarela

Previna-se contra febre amarela tomando a vacina 10 dias antes de visitar áreas de mata ou de praticar turismo ecológico ou rural. Confira a lista de municípios brasileiros com recomendação sobre vacinação contra febre amarela;

Procure seu médico, pois ele poderá lhe ajudar a decidir se a vacina é necessária, com base em seu plano de viagem;

Seguro saúde

É prudente fazer seguro de saúde em viagens para outros países. Caso seja previsto em contrato, poderá ter cobertura de tratamento médico/odontológico ou deslocamento por saúde. Do contrário, saiba que esses serviços no exterior são caros e podem afetar seu planejamento financeiro;

Alguns países como Cabo Verde, Itália e Portugal mantêm com o Brasil acordos internacionais recíprocos, que permitem o atendimento de cidadãos brasileiros pelas redes públicas de saúde. Para saber mais sobre o Certificado de Direito a Assistência Médica, acesse http://sna.saude.gov.br/cdam/.

Para maiores informações, consulte o Portal Saúde do Viajante:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/viajante
(português)

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9652&Itemid=509
(inglês)

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9650&Itemid=510
(espanhol)

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9651&Itemid=511
(francês)

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transporte

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Você pode andar por Brasília por taxi, ônibus ou metrô. Para chamar um taxi, ligue de seu hotel ou use o app Easy Taxi ou 99 Taxis de seu celular (Iphone ou Android).

A linhas de ônibus podem ser verificadas no: http://www.sistemas.dftrans.df.gov.br/horarios/src/mapas/index ou pelo app mobee (Iphone ou Android).

As linhas do metrô podem ser verificadas no: http://www.metro.df.gov.br/estacoes/linhas.html.
Para maiores informações contate-nos no: roadsafetybrasil@saude.gov.br.

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telefones úteis

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A quem recorrer

Pelo telefone é possível solicitar atendimento de emergência. Veja os números abaixo:

  • SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência 192
  • DISQUE-INTOXICAÇÃO - Dúvidas e denúncias relacionadas a intoxicações 0800 722 601
  • ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária 0800 642 9782
  • ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil 0800 642 9782
  • ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres 166
  • ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários 0800 644 500
  • Corpo de Bombeiros – 193
  • Polícia Militar – 190
  • Polícia Federal – 194
  • Polícia Rodoviária Federal – 191
  • Disque Saúde – 136
  • Aeroporto Internacional de Brasília - +55 61-3364-9000
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2ª Conferência Global de Alto Nível
sobre Segurança no Trânsito

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Em abril de 2014, a Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) na Resolução sobre a “Melhoria da Segurança Global no Trânsito” acolheu a oferta do Governo Brasileiro para sediar a 2ª Conferência Global de Alto Nível em Segurança no Trânsito. A Conferência acontecerá em Brasília-DF, Brasil nos dias 18 e 19 de novembro de 2015, na semana em que ocorre o Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito (World Day of Remembrance for Road Traffic Victims). Estima-se que a Conferência reunirá cerca de 1.700 participantes, de 150 países, incluindo Ministros da Saúde, Cidades, Interior, Transportes, Segurança Pública e/ou áreas correlatas à segurança no trânsito e suas delegações, e ainda representantes da sociedade civil de todos os países.

http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/RES/68/269&referer=http://www.un.org/en/ga/68/resolutions.shtml&Lang=E

Esta 2ª Conferência se inspira e dá sequência à 1ª Conferência Ministerial Global sobre Segurança no Trânsito, ocorrida na Rússia em 2009, a qual reuniu mais de 70 Ministros de Transportes, Cidades, Saúde e Interior, e 1.500 outros participantes de todo o mundo. O seu principal resultado foi uma declaração conclamando às Nações Unidas a proclamarem a Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011 – 2020, que tem por objetivo salvar 5 milhões de vidas nesse período. Isto é uma resposta ao grave problema de saúde pública que tem comprometido social e economicamente os países, particularmente os de baixa e média renda.

A Presidenta Dilma Rousseff, por ocasião da 67ª Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2012, saudou “o lançamento da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020” e reafirmou que “o Brasil está mobilizado nas ações de proteção à vida, que assegurem a redução dos acidentes de trânsito, uma das principais causas de morte entre a população jovem do mundo”.

A 2ª Conferência, que ocorrerá oportunamente durante as negociações finais da agenda de desenvolvimento pós-2015, também será uma oportunidade para os Estados-Membros trocarem informações e experiências acerca das melhores práticas em segurança no trânsito. O objetivo do encontro de 2015 é reunir ministros de áreas afins ao tema para analisar o progresso da implementação do Plano Global para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020 e o alcance das metas. Constitui um momento único para trazer um novo impulso para a Década de Ação, considerando a sua realização na metade da década tempo de reafirmar compromissos, envidar esforços globalmente e propor novos objetivos para os próximos cinco anos, à luz de um cenário que se delineia frente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os principais eixos para as discussões serão:

  1. Principais realizações até o momento para a Década de Ação em Segurança no Trânsito 2011 - 2020
  2. Os próximos passos para atingir as metas da Década de Ação em Segurança no Trânsito 2011 - 2020
  3. A segurança no Trânsito rumo a 2030
  4. Metas globais e indicadores segurança no Trânsito
  5. Pilares do Plano Global para a Década de Ação em Segurança no Trânsito 2011 - 2020
  6. Questões emergentes em segurança no trânsito

A Comissão Organizadora Nacional e o Comitê Consultivo Internacional saúdam os participantes da Segunda Conferência Global de Alto Nível em Segurança no Trânsito e espera encontrá-los em Brasília–DF, Brasil. Por favor, guardem as datas de 18 e 19 de novembro de 2015 em suas agendas.

Cordiais Saudações

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Contato

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Para maiores informações sobre a Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito contate-nos no e-mail: roadsafetybrazil@saude.gov.br

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Fundo de viagem para países de baixa renda

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Um fundo para financiamento das viagens foi estabelecido com o apoio financeiro dos Governos do Brasil e dos Estados Unidos da América, bem como da Fundação FIA e do Banco Mundial.

O fundo é gerenciado pela OMS e irá apoiar a passagem e as diárias de um representante de cada um dos 52 países a seguir:

Afeganistão, Angola, Bangladesh, Benin, Butão, Burkina Faso, Burundi, Camboja, República Centro Africana, Chade, Comores, República Democrática do Congo, República Democrática da Coréia, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Gâmbia, Haiti, Kiribati, Iêmen, Ilhas Salomão, Laos, Lesoto, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Mianmar, Nepal, Níger, Quênia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Tadjiquistão, Timor-Leste, Togo, Tuvalu, Uganda, República Unida da Tanzânia, Vanuatu, Zâmbia e Zimbabwe.

Mesmo que a delegação destes países seja mais numerosa, o fundo pode apenas custear a participação de um representante de cada um dos 52 países para participar da Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito.

Para solicitar o apoio financeiro:


  • • Primeiro garanta que a sua delegação esteja inscrita no website – vá ao menu “Inscrições” no canto superior direito da página. Caso você não tenha usuário e senha, por favor, contato pelo email: roadsafetybrazil@saude.gov.br ou procure a embaixada brasileira no seu país.
  • • Depois envie um email com o nome e informações de contato do delegado para a srta. Paula Freitas pelo email roadsafetybrazil@saude.gov.br que irá notificar à OMS. Por favor, envie o nome do responsável administrativo que deverá ser contatado para organização da viagem.

Importante: o nome da pessoa elegível a receber o auxílio financeiro também deve ser confirmado por meio de nota verbal à Embaixada Brasileira local.

Solicitações para auxílio de viagem somente serão aceitas até o dia 30 de setembro de 2015.

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